segunda-feira, 27 de maio de 2013

Espetáculo As Roupas do Rei em tom de despedida apresentou-se para uma plateia de crianças e adultos. - Postado por Marcio Wanderley


Foi em tom de despedida que a trupe do Galpão das Artes encenou pela ultima vez um espetáculo teatral no prédio da Severino Pinheiro. O Mês de maio foi um mês de grandes apresentações e cada uma delas únicas pelo fato de serem as ultimas na velha casa. As Roupas do Rei que é um espetáculo com direção de Luiz Navarro e texto de Cláudia Maria teve um mês todinho para animar a todos de Limoeiro e região. Como não poderia deixar de ser o ultimo domingo de maio ficou marcado pela ultima apresentação da companhia teatral neste prédio que há 12 anos foi celeiro de grandes atores e grandes espetáculos. Os atores atuais se despendem do grande público contando a história de um rei e todas as suas desventuras.  Não cabe neste texto falar sobre a peça, pois aqui mesmo no Coisas da Vida tem inúmeras matérias para tal finalidade. 
O que cabe aqui é tratarmos de uma despedida onde a “peça” encerra seu primeiro ato e parte para um novo ato com novos ares e casa totalmente refeita. Antes de começar a encenação Fábio André que é o produtor executivo da peça falou da satisfação em ter todos os presentes neste ultimo dia de espetáculo e frisou em seu comentário o quanto os 12 anos de Galpão representou para os atores. Na apresentação os atores mesclaram musica, bonecos molengos e muita alegria que contagiou os pequenos que como prova de gratidão soltava o riso e interagiam com os atores que em cena demostravam todo o talento do teatro limoeirense. Para quem ainda não conhecia o Ponto de memoria e cultura também se fez portas  abertas para receber um público cativante e mostrar o melhor das brincadeiras infantis. 
 Após o termino do espetáculo os atores Jadenilson Gomes e Charlon Cabral também deram seu depoimento como membros e fundadores da companhia teatral Consultoria de Ação Cultural Galpão das Artes que também é Ponto de Memoria e Cultura. No ensejo foi falado o nome do novo local que irá abrigar a casa teatral por muitos anos. O novo endereço será na Rua Vigário Joaquim Pinto entre a Churrascaria Limoeirense e a revenda da Honda, a Motorak. O espaço terá que ser todo adaptado e para tal façanha será necessário tempo e por isso os espetáculos em "casa" só iram acontecer em 2014, mas não pensem que o Galpão vai parar durante este tempo. 
Os espetáculos iram acontecer na rua e em outras cidades de nosso estado. No ensejo também foi anunciado a saída da atriz Kettuly Muniz que a partir de agora irá constituir matrimonio e família deixando o teatro adormecido para quem sabe ter uma volta gloriosa. O que resta a todos nós de Limoeiro e região e desejar boa sorte ao amigos e companheiros, ficando na torcida para que o Novo Galpão surja tão radiante quanto o velho se despediu.
Confira mais fotos...
Antigo prédio do Galpão [memoria viva por muitos anos]

Encenação do espetáculo As Roupas do Rei

Esposição de brinquedos no Ponte de Cultura e Memoria

Crianças vislumbradas com os brinquedos

Fábio André na recepção do público

Quadros expostos sobre brincadeiras

O amor pelo teatro passando de geração em geração

sábado, 25 de maio de 2013

AS ROUPAS DO REI EM ÚLTIMA APRESENTAÇÃO !

O espetáculo As Roupas Do Rei tem a direção do cabense Luiz Navarro e traz no elenco Jadenilson Gomes, Kettuly Muniz, Charlon Cabral, Tarcísio Queiroz, Lucas Rafael, João Carlos e João Pedro.

DUAS OPINIÕES A SEGUIR

As roupas do rei é uma deliciosa viagem ao universo infantil que encanta crianças e sensibiliza adultos de uma maneira lúdica e engraçada. A infância ganha ares de imaginação e a criança pode ser quem ela sonha. Um verdadeiro mergulho na alegria e na emoção. Quem ainda não viu, precisa assistir!
Parabéns ao grupo que, com profissionalismo e talento, agiganta o espetáculo.
Prof. Maurílio Mendes / FACAL

A porta fechou e foi vindo os atores com roupas coloridas, com pandeiro, com violão, com zabumba. Que coisa linda! Fiquei desmanchado na cadeira parecendo um menino, os olhos brilhavam mais que as luzes. E começou a fala, vinham sorrisos, vinham brincadeiras, depoismais música. Que lindo! Pensava eu.
            Quando terminou quis aplaudir de pé, mas não vi ninguém levantar. Fiquei na minha. Depois fui ali, parabenizei uns amigos e parti. Aliás, partimos, eu e o pequeno.
            Na volta ia lembrando as cenas, o enredo enquanto pedalava mole a bicicleta. Eu de um lado e o pequeno do outro. E por um momento prestei atenção a ele, naquela bicicletinha, naquela despreocupação e lembrei as roupas. Quase que não vinha por causa de uma camisa. Ora, ele fica bonito com qualquer uma, mas a mãe insistia naquelas. Talvez querendo representar na vida o que eu já sabia, que ele é rei, e que aquelas camisas, seja chic ou simplesinha, são as roupas dele, são As Roupas do Rei. E veio assim uma nobreza incrível, a de acreditar que um menino tão simples e tão pobrezinho, cujo trono é em cima de uma bicicleta que quebra sempre, não é Rei apenas nos meus sonhos, mas nos sonhos da rua, dos palcos, de uma escritora lá de São Paulo e de artistas de um Galpão em que há uma escuridão incrível em cima, no teto, e um brilho maravilhoso, no piso, embaixo, onde passeiam anjos.  Aliás. Não só anjos. Anjos! Príncipes! Princesas! E Reis!
            Reis sim. Reis que não querem ser Reis , que querem ser apenas crianças que andam de bicicleta e tem camisas de algodão e de botão. Reis espertos, que sabem mais que outros aonde está a verdadeira Nobreza.
Antônio Jammersson, escritor
Serviço
As Roupas do Rei
Dias:  26 de maio – domingo – ÚLTIMA SESSÃO
Horário: 10h da manhã
Local: Galpão das Artes
Ingresso antecipado: R$ 8,00
Ingresso bilheteria: R$ 10,00

terça-feira, 21 de maio de 2013

ESTUDANTE COMENTA ESPETÁCULO AS ROUPAS DO REI APÓS APRESENTAÇÃO NO GALPÃO DAS ARTES


                          Hoje em dia, as pessoas deixam o emocional do lado e começam a tratar os semelhantes, apenas e exclusivamente com a razão, e isso reflete nas crianças. Podemos observar que atualmente as crianças, em sua maioria, estão aprovando mais os bens materiais do que os sentimentais. A peça: As Roupas do Rei, tenta (e consegue) trazer a tona, para jovens, crianças e adultos, que o que sentimos é muito mais importante do que qualquer outra coisa. Em certo momento do espetáculo, a atriz fala: " a gente não tem que acreditar naquilo que vê, mas naquilo que a gente sente." Acho que essa frase já nos deixa a par do que será apresentado na peça teatral. A música, as palavras e o modo como os atores produzem tudo é espetacular. Mesmo se você estiver sem paciência ou pensando em algo que seja em sua mente "mais importante", a coisa toda consegue fazer com que seus problemas sumam e recuperar a alegria em qualquer um. Um dos elementos mais importantes em uma peça teatral é o som, e em As Roupas do Rei, ele é incomparável. 
                         Uma das coisas que mais me fez gostar da história foi o fato de tornar o rei uma pessoa comum. Mostrar que o rei é igual a todos, isso sim foi o ápice do espetáculo. Humanizar um rei, imperador ou presidente é bem difícil, só que eles ( autora e atores) conseguem acertar novamente. Foi deixado claro que rei também chora, sorri, dança e ama. Os grandes líderes, são vistos por muitos como homens e mulheres frios e calculistas. A peça mostra que isso não é certo. Para chegar ao poder, o emocional de uma pessoa acaba sendo muito debilitado, ao chegar no topo, o homem de boa cabeça deve fazer com que esse mesmo emocional seja restruturado. Faz parte da vida, sofrer e logo após conseguir se restituir. 
                       Temos várias faces, assim como o rei tem várias roupas. A face alegre deve ser a sempre usada, pelo menos na maioria dos acontecimentos. A história retrata isso, só que para crianças. Acho isso mais desafiador ainda. Mostrar para crianças como superar os desafios que a vida lhe propõe é uma missão quase impossível. É por isso que a peça as roupas do rei supera a maioria dos espetáculos infantis que já vi. Ela é ao mesmo tempo realista e sonhadora. Fantasiosa e absoluta. Um trabalho espetacular, com atores espetaculares e uma autora com um talento especial, que a maioria de nós não possui. Falar de um trabalho como esse é complicado, pois os idealizadores e realizadores são de um patamar extremo. Mas tentamos mesmo assim. Para concluir, devo admitir que o show a qual assisti, emociona. Aposto com quem quiser, que a maioria das crianças que assistirem a esse espetáculo, passarão dias e semanas falando do mesmo. O que é bom, torna-se consecutivamente duradouro. 

                               Emanuel Antunes, ESTUDANTE DA ESCOLA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

sábado, 18 de maio de 2013

18ª edição da MOCASPE do Cabo começa neste sábado com o Galpão das Artes de Limoeiro


A 18ª edição da Mostra de Sketes e Poesias Encenadas (Mocaspe) do Cabo de Santo Agostinho inicia neste sábado (18/05), a partir das 19h30, no auditório Luis Alves Lacerda, situado na escola-modelo de Garapu, com o espetáculo convidado “As Roupas do Rei”, do Galpão das Artes, de Limoeiro. A mostra que é realizada pelo Movimento Teatral do Cabo, e conta com o apoio da Prefeitura Municipal, traz este ano uma  programação diversificada, com mostras competitiva e paralela, debates e exposições, além da premiação dos destaques. Os ingressos custam R$ 5,00.
150 pessoas, entre eles atores, diretores e parte técnica, estão envolvidos no elenco da Mocaspe. Por noite, serão apresentados três espetáculos com duração de 50 minutos cada. A mostra é composta por duas categorias (aspirante e master), onde serão premiados 20 de cada com troféus destaque, confeccionados pela artista plástica, atriz e diretora de arte Síntia Alves. O evento segue até o próximo dia 26 deste mês.
O secretário de Cultura e Lazer do município, Rinaldo da Costa, disse que a mostra é a consolidação da arte cênica no Cabo, onde a cada ano que se passa realizar uma edição da Mocaspe se torna mais prazeroso. “Esperamos que este ano supere as nossas expectativas, pois a Prefeitura não têm medido esforços para dar o apoio necessário a eventos culturais na cidade”, ressaltou.
Para o diretor da Cia. Dinâmicas de Dança e Teatro, Alesson Max, que sobe ao palco neste domingo (19/05) com o espetáculo “Sem Palavras”, as expectativas são as melhores possíveis. “Estamos participando pela quarta vez e somos gratos a todos os envolvidos na organização deste evento”, agradeceu. Já para o diretor da peça teatral “Terça-feira gorda”, Álex Matarazzo, da Cia. Teatral Sobre o Palco, que entra em cena na terça-feira (21/05), a Mocaspe é sempre um momento único. “Todos nós estamos nos preparando para realizar um bom trabalho, pois a peça retrata sobre homofobia dizendo não ao preconceito”, explicou. Outras informações: 3521-6655.
HOMENAGEM – A Mocaspe este ano fará uma homenagem ao ator e diretor da Cia. Minutos de Arte, Marcelo Rhwushansky, morto no mês de março deste ano, com o troféu honorário pelo conjunto de sua obra e contribuição para a cultura teatral da cidade do Cabo. De acordo o coordenador do Movimento Teatral, Marcos Bracho, a escolha do homenageado deste ano foi uma votação na plenária da Mocaspe. “O nome de Marcelo foi o mais votado para receber as homenagens da mostra. Ele ficou muito feliz quando ficou sabendo, mas infelizmente ele veio a falecer e não estará presente para receber o prêmio”, declarou. “O nosso maior intuito é de reconhecimento e valorização pelo trabalho cultural que o Marcelo fez pela cidade”, finalizou Marcos.
MOSTRA INFANTIL – Pelo segundo ano consecutivo, a Mocaspe também traz uma mostra infantil, garantindo a alegria de crianças do município. A atividade deste ano começou nessa quarta (15) e segue até esta sexta (17).

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Gleiciane Chaves, PEDAGOGA, comenta AS ROUPAS DO REI após assistir apresentação no GALPÃO DAS ARTES

As roupas do rei, um texto de Cláudia Maria de Vasconcelos, encenado sob a direção de Luiz Navarro, conta a história de um rei e de um menino, que apesar de não se conhecerem possuem o mesmo desejo: se entender enquanto “gente”.
A história acontece simultaneamente em dois ambientes: uma conversa face a face entre a arrumadeira do rei e um menino; e no pensamento da arrumadeira, que a cada peça de roupa retirada do varal, relembra as alegrias e tristezas vividas pelo seu reizinho-patrão.
No decorrer do conto, entre conversas e lembranças, a arrumadeira faz com que o menino se perceba rei, que o rei se veja como menino e que cada um da plateia se sinta ao mesmo tempo rei e menino.
As roupas do rei é uma peça linda! Em meio às cores, a música, à mistura de emoções o espectador é conquistado e é quase impossível não se colocar no lugar de uma das personagens. Ela desperta nos adultos aquela alegria no coração que só se sente quando se é criança.


Gleiciane Chaves além de compor a equipe da Secretaria de Educação de Limoeiro é tutora no curso de pedagogia na UAB - LIMOEIRO


AS ROUPAS DO REI - ESPETÁCULO INFANTIL
NO GALPÃO DAS ARTES
DIAS:  19 e 26 DE MAIO - DOMINGOS
HORÁRIO: 10:00 DA MANHÃ
INGRESSO ANTECIPADO : R$ 8,00
INGRESSO BILHETERIA: R$ 10,00

quinta-feira, 9 de maio de 2013

AS ROUPAS DO REI EM CURTA TEMPORADA



O Galpão das Artes prepara mais uma temporada do espetáculo para infância e juventude As Roupas Do Rei  aos domingos às 10 h nos dias 12, 19 e 26 de maio .
O espetáculo As Roupas Do Rei tem a direção do cabense Luiz Navarro e traz no elenco Jadenilson Gomes, Kettuly Muniz, Charlon Cabral, Tarcísio Queiroz, Lucas Rafael, João Carlos e João Pedro. 
        Na trama,  um menino que se detém, no meio da correria da grande cidade, para observar uma cena prosaica: uma mulher estendendo roupas num varal - roupas estranhas, coloridas, exóticas, de um outro tempo. A curiosidade instiga o menino a começar uma conversar, e logo descobre que tudo aquilo pertence ao Rei, um rei nada convencional que gosta de comer pastel e andar de skate. Todos os episódios da vida do Rei são encenados por bonecos num palquinho que se descortina no meio do varal e fazem despertar no menino um questão inquietante: "será que eu também sou Rei?". A conclusão não tarda: "Se todo menino se sentir especial como um Rei e querido como um Rei, então todo menino também pode ser considerar um Rei".

Serviço
As Roupas do Rei
Dias: 12, 19 e 26 de maio – domingos –
Horário: 10h da manhã
Local: Galpão das Artes
Ingresso antecipado: R$ 8,00
Ingresso bilheteria: R$ 10,00