terça-feira, 31 de maio de 2016

HISTÓRIA DE LENÇOS E VENTOS NO PALCO DO GALPÃO

“Azulzinha: ― Ai, eu queria tanto voar! Vermelhinha: ― E eu queria voar alto, com as nuvens! Amarelinha: ― E eu queria rodar com todos os rodamoinhos! Floreado: ― E eu queria me agitar como uma grande floresta em tempestade! Listrado: ― E eu como uma tempestade numa grande floresta! Transparente: ― E eu queria passar pelo céu como um cometa.”

Com a intensidade poética desse texto que Gléicio e Charlon Cabral dividem a cena no palco do Centro de Criação Galpão das Artes na manhã do dia 12 de junho,  domingo às 10:30 horas.


O autor do texto Ilo Krugli é um daqueles seres singularíssimos que, vez ou outra, surgem  neste planeta. Parceiro de Paulo Freire, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro, Nize da Silveira, sempre acreditou em uma educação de qualidade, por meio da arte. Pioneiro no conceito de arte-educação, o argentino naturalizado brasileiro desde 1961, fundou, em 1974, o grupo de teatro Ventoforte. Nesse mesmo ano, escreveu com maestria Histórias de lenços e ventos, peça de tom poético e singelo, feita para encenar com materiais simples, como cordas, lenços, jornais e papelão, entre outros. Por meio do diálogo e das canções que permeiam o texto, o leitor é arremessado a um mundo imaginário, em que a liberdade, a espontaneidade e a sensibilidade afloram a cada cena. Ao final do livro, há explicações sobre os elementos teatrais e também ali estão as partituras das canções entoadas no espetáculo. Histórias de lenços e ventos ganhou diversas premiações, ao longo dos anos e a cada montagem, até mesmo o Molière, Mambembe e APCA.

SINOPSE
Azulzinha, lenço azul num quintal, se deixa levar pelo vento e será presa por soldados… O personagem “papel” vai procurá-la. Não consegue entrar no castelo medieval e então é queimado. Todos os lenços que esvoaçam pelos quintais são presos. Atores e público recriam o Papel com um coração de metal. Ele luta. Liberta azulzinha e os outros 300 lenços que estão em cena. Eles juntos formam um dragão. Que sai voando

segunda-feira, 30 de maio de 2016

DONA MOCINHA VEM DE MALA E HISTÓRIAS PARA O GALPÃO DAS ARTES

 A atriz e contadora de histórias Kika Farias defende Dona Mocinha no vaivém da vida, sobre umaandarilha que coleciona contos e distribui sua riqueza com quem encontra pelo caminho.
Kika Farias, atriz pernambucana, mas que atualmente reside no Rio de Janeiro chega a Limoeiro dia 10 de junho ( sexta-feira ) e já participa às 14 horas de uma roda de diálogo com interessados em contação de história, no Centro de Criação Galpão das Artes. A atriz que além de teatro, faz televisão e cinema, participou da novela Flor do Caribe, direção Jayme Monjardim, em 2013 e  da mini série Cruzamentos Urbano, direção Pablo Pólo, em 2007.
Por meio de contos, fábulas, ditos populares, Dona Mocinha com o seu corpo e voz, desenha e colore bichos e lugares, e assim vai dando vida à imaginação dos seus espectadores. Eis o que move a andarilha: as historias criadas na imaginação do povo, invenções poéticas que expressam valores e formas de ser e viver. A apresentação que tem duração de 60 minutos e a história tece sobre  uma andarilha que coleciona contos em suas andanças e sai por ai contando-os a quem encontra. Pelo vaivém da vida, ela chega com sua mala, monta seu picadeiro, convida a roda pra “rodar” histórias de tempos antigos. Dona Mocinha no vaivém da vidasubirá o palco do Centro de Criação Galpão das Artes dia 11 de junho, sábado às 17:30 , com ingressos promocionais no valor de R$ 15,00

DIREITO DE BRINCAR É GARANTIDO NO PONTO DE MEMÓRIA GALPÃO DAS ARTES

As oficinas de arte, em especial para crianças e adolescentes, são desenvolvidas, em sua maioria, por projetos sociais no contraturno escolar sob a rubrica de trabalhar sensibilidade, criatividade, concentração, percepção, autoestima, protagonismo infanto juvenil, e com isso pode-se criar um território de modos de subjetivação e de cuidado de si. Comumente, um artista/educador/monitor é o facilitador na condução das oficinas. Um espaço para viver arte e inserir crianças que vivem em áreas consideradas de risco no universo cultural é o propósito do Galpão das Artes, localizado a rua Vigário Joaquim Pinto, nº 465, em Limoeiro.
Facilitar e promover encontros de formação, rodas de diálogos, palestras, oficinas e trocas de experiências, principalmente, que sejam relacionadas a pesquisa, transmissão e preservação da Cultura da Infância; e Promover estudo e ação de temas como: O Direito de Brincar, A Educação infantil no Brasil, Direitos e Deveres de Crianças e Adolescentes, Consciência Ambiental, Formação artística e Cultural das Crianças e Adolescentes Brasileiros infância cultura e ancestralidade com a participação das crianças, adolescentes, portadores de necessidades educativo especiais, pais, educadores e representantes de Conselhos Tutelares e de Direitos da Criança e do Adolescente nas atividades da entidade premiada.
A criação de um território de possibilidades de existência se torna necessário, uma vez que em nossa sociedade, como aponta Passetti (2003), um processo educacional adaptacionista produz nas crianças uma espécie de miniadultos mediante a instauração de modos já convencionados, em detrimento da espontaneidade,
O atendimento no Centro de Criação Galpão das Artes às crianças acontecem semanalmente todos os sábados com duração de quatro horas e sempre uma na linha de arte educação proporcionando oficinas de leitura, teatro , artes visuais e outras linguagens ao público alvo.