quarta-feira, 16 de novembro de 2016

LEIDSON FERRAZ LANÇA DOIS LIVROS NO CENTRO DE CRIAÇÃO GALPÃO DAS ARTES

Leidson Ferraz faz lançamento dos livros “Panorama do Teatro Para Crianças em Pernambuco (2000-2010)” e “Teatro Para Crianças no Recife – 60 Anos de História no Século XX (Volume 01)” em Limoeiro no Centro de Criação Galpão das Artes

O jornalista e pesquisador teatral Leidson Ferraz preparou o livro “Panorama do Teatro Para Crianças em Pernambuco (2000-2010)” com o incentivo do Funcultura e a parceria cultural do SESC Pernambuco. Misto de gibi e álbum de figurinhas bastante colorido, o livro faz um registro da produção de espetáculos para crianças de 2000 a 2010 (onze capítulos distintos, um por ano) em todo o estado de Pernambuco, catalogando mais de 600 produções entre profissionais, amadoras ou estudantis, incluindo de Limoeiro. Numa diagramação que valoriza a porção lúdica da criança, concebida pela designer Claudio Lira, a inspiração foi compilar textos curtos de abertura em cada capítulo – como uma revista em quadrinhos – sobre vários acontecimentos ligados ao teatro e os espaços por ele utilizados, citando estreias e temporadas das montagens abordadas na imprensa ou o universo cultural que ronda a criança e a política cultural como um todo. “O objetivo é propor uma retrospectiva sobre o que aconteceu a cada ano, sempre em referência ao teatro feito para crianças, mas não somente”, diz o autor Leidson Ferraz. “Cada um dos onze capítulos encerra com a lista de montagens apresentadas naquele ano (2000, por ser o ano de estreia dos registros no livro, traz também as montagens que fizeram pelo menos uma apresentação naquele ano, mesmo que estreadas antes), com descrição detalhada das fichas técnicas completas, com milhares de artistas participantes (intérpretes e técnicos criadores), indicação do local de origem da peça, cidades visitadas e prêmios ganhos. Isso de todo o estado! Material inédito mesmo!”, complementa Ferraz. A Gráfica Santa Marta cuidou da impressão com esmero.

Já o livro “Teatro Para Crianças no Recife – 60 Anos de História no Século XX (Volume 01)”, que também conta com o incentivo do Funcultura e a parceria cultural do SESC Pernambuco, é fruto de pesquisa lançada originalmente em DVD em 2013 e faz um mapeamento histórico, recheado de fotos raras de peças, programas de espetáculos, personalidades ligadas ao universo cênico e anúncios publicitários, além de trechos de críticas e matérias jornalísticas das produções teatrais para crianças no Recife desde 1939, ano em que uma primeira montagem feita por e para crianças ocupou o Teatro de Santa Isabel em temporada (Branca de Neve e os 7 Anões, pelo Grêmio Cênico Espinheirense, em 5 de março daquele ano, com o lançamento das matinais infantis dominicais), com projeto pensado pelo teatrólogo Valdemar de Oliveira que transformou as opções culturais da meninada. Passeando pela produção do gênero infantojuvenil nos anos 1940, 1950, 1960 até final dos anos 1970, o livro traça um painel deste segmento tanto na produção amadora quanto profissional, abordando polêmicas, repertórios, festivais, artistas e técnicos e projetos os mais diversos voltados à infância e juventude no Recife. Com um total de 216 páginas, a obra conta com design de Claudio Lira (bem colorido) e orelha escrita pelo dramaturgo e diretor Luiz Felipe Botelho, o primeiro diretor profissional com quem Leidson Ferraz trabalhou como ator, na peça “Memórias da Emília”, em 1995, adaptada da obra de Monteiro Lobato. A impressão do livro é da Gráfica Santa Marta. O Volume 02 ainda busca incentivo para poder ser publicado.

Leidson Ferraz é organizador da coleção “Memórias da Cena Pernambucana”, em quatro volumes, e do livro “Panorama do Teatro Para Crianças em Pernambuco (2000-2010)”, além da pesquisa “Um Teatro Quase Esquecido – Painel das Décadas de 1930 e 1940 no Recife”. Atualmente prepara o projeto de salvaguarda de programas teatrais, “Teatro Tem Programa!”, com mais de 750 deles já catalogados. Jornalista formado pela Unicap, atualmente é Mestrando no Programa de Pós-Graduação em História da UFPE, cada vez mais envolvido com a história do teatro pernambucano. O lançamento será dia 20 de novembro, domingo, às 17 horas no Centro de Criação Galpão das Artes, localizado a rua Vigário Joaquim Pinto, nº 465, em Limoeiro, agreste setentrional de Pernambuco, localizado a 77 km do Recife.

sábado, 12 de novembro de 2016

Do Sertão ao Marco Zero e no Centro de Criação Galpão das Artes


De Brejo da Madre de Deus, na boca do sertão, até Recife, a Companhia de Dança Deborah Colker atravessará Pernambuco de 6 a 26 de novembro. A jornada é uma etapa decisiva para a realização do novo espetáculo do grupo: O Cão sem Plumas, baseado no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto (1920-1999).
O cineasta pernambucano Cláudio Assis é o principal parceiro da coreógrafa no trabalho, do qual participa desde a concepção, em 2014. Ele acompanhou Deborah em duas viagens realizadas no ano passado, da nascente à foz do rio Capibaribe.Em 23 anos de história, a companhia se firmou entre as principais do Brasil e se apresentou nos palcos de dança mais importantes do mundo, em quatro continentes. Mas nunca tinha feito nada semelhante ao projeto intitulado Do Sertão ao Marco Zero.Três meses após dirigir a cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro e tendo no currículo um Laurence Olivier Award (2001) – prêmio britânico que nenhum outro artista brasileiro recebeu – e um espetáculo feito para o Cirque du Soleil (O ovo, de 2009), Deborah envereda agora pelo interior de Pernambuco.“Essa busca pela natureza humana é algo que tenho feito desde  (2005)”, afirma a coreógrafa, que antes desenvolvera uma linguagem em torno de experiências como o uso da parede de alpinismo em Mix (1995) e da roda gigante em Rota (1997).Se Tatyana (2011) e Belle (2014) se passavam, respectivamente, na Rússia e em Paris, sem que a companhia tivesse ido à Europa, Cão sem Plumas será marcado pelas vivências em Pernambuco.O eixo do poema (publicado em 1950) e do espetáculo é o Capibaribe, que corta o estado por cerca de 240 quilômetros, desde o trecho em que corre oito quilômetros abaixo da terra, no semiárido. Passa próximo a canaviais, manguezais e se encontra com o mar.Deborah, sua equipe de criação e seus 14 bailarinos farão intercâmbios com habitantes de cidades que vivem em torno do rio: Belo Jardim, Brejo da Madre de Deus, Limoeiro, Nazaré da Mata, Recife e Itamaracá.Cláudio Assis filmará as atividades da companhia em novembro. As imagens serão utilizadas no espetáculo, que estreará em junho de 2017, e comporão um documentário.A diretora e os bailarinos darão oficinas nas cidades para pessoas que não precisam ter qualquer experiência anterior com dança. Os professores também aprenderão com os alunos, profundos conhecedores do que é narrado no poema de João Cabral. Daí chamar de intercâmbios os encontros.“Vamos ensinar o que a gente sabe e aprender o que não sabe”, diz Deborah. “Estaremos com pessoas que se confundem com a terra em que vivem, que sabem de onde vêm e o que querem afirmar. ”Do dia 7 ao dia 10, as oficinas acontecerão simultaneamente em Belo Jardim e Brejo da Madre de Deus, com os integrantes da companhia se dividindo entre as localidades. De 14 a 17 é a vez de Limoeiro e Nazaré da Mata, na Zona da Mata. De 19 a 22, Recife, incluindo a Favela dos Coelhos. No dia 26, os mangues de Itamaracá. Ainda serão realizados saraus nas cidades, com apresentação de moradores.O ponto culminante das atividades está marcado para as 19h do dia 24. A companhia mostrará cenas já ensaiadas do balé em uma balsa que navegará no Capibaribe até chegar ao Marco Zero, onde o público estará acompanhando em telões.Deborah pretende que participantes das oficinas estejam na encenação que será realizada no ponto de partida da balsa. O espetáculo também contará com o poeta e cantor Lirinha, a Orquestra Santa Massa, o DJ Dolores e o grupo Frevotron.A trilha sonora do balé está sendo composta por outro pernambucano, Jorge dü Peixe, da Nação Zumbi, em parceria com Berna Ceppas, habitual colaborador de Deborah. Outro nome frequente nos trabalhos da coreógrafa, o cenógrafo e diretor de arte Gringo Cardia, acompanhará a viagem pelo Capibaribe, assim como o fotógrafo Cafi.A direção de produção é de João Elias, fundador da companhia.Os versos de João Cabral guiam tudo o que tem sido pensado em torno do espetáculo. Mesmo as oficinas terão como matéria-prima o poema.
“Ele é o timoneiro”, diz Deborah. “Mas quero ter liberdade de olhar para ele do jeito que eu quiser. ”Ela incluiu, por exemplo, garças na coreografia, embora as aves não sejam citadas pelo poeta pernambucano.“Elas são um pouco como a burguesia. Ficam próximas à lama preta do mangue, mas não se sujam”, explica a artista, que entrou no mangue em uma das viagens.O poema é político, mas sem ser panfletário. João Cabral narra em quatro partes (Paisagem do Capibaribe I e II, Fábula do Capibaribe e Discurso do Capibaribe) as dores do rio: suas sujeiras, a pobreza em volta, a desigualdade social, representadas em palavras fortes que se repetem, como lama, ferrugem, espada, cachorro.O “cão sem plumas” traduz a dureza da vida do rio e dos ribeirinhos. A imagem é metafórica, embora João Cabral seja sempre lembrado como um artista da secura, da precisão, não das metáforas.“Se eu, navegando num rio em Bangcoc, na Tailândia, pensei no Capibaribe, a culpa é dele, Cabral. O cão sem plumas pode estar em qualquer lugar, é universal”, afirma Deborah, que cita Chico Science como referência.“Não quero ser regionalista, não vou fazer manifesto para defender Pernambuco. Quero conectar com o mundo, comigo, que sou judia de origem russa e vivo no Rio de Janeiro. ”A Cia de Dança Deborah Colker tem o patrocínio da Petrobrás desde 1995.“Do Sertão ao Marco Zero” é apoiado pelo Ministério da Cultura – lei Rouanet, com patrocínio de Baterias Moura, Bradesco e Copergás.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

PROGRAMAÇÃO DO CENTRO DE CRIAÇÃO GALPÃO DAS ARTES

ROSÉLIS ALVES E EMANUEL SACRAMENTO EM EXPOSIÇÃO NO GALPÃO DAS ARTES


No período de 4 a 7 de novembro, o Centro de Criação Galpão das Artes de Limoeiro abrirá as portas para receber exposições e mostras de dois importantes artistas plásticos da cidade. A arte educadora e artista plástica Rosélis Alves apresentará a Exposição Série Santa Mulher, além da II Aquarela no Barro Cores e Flores de Frida Kahlo. Ao mesmo tempo, o artesão, escultor e também artista plástico Emanuel Sacramento expõe suas peças na Mostra de Esculturas. O evento será aberto ao público sempre a partir das 20h. De acordo com a direção do Galpão das Artes haverá música ao vivo na sexta (4) e no sábado (5), com Gleicio Kelson e Dinho Melo. Neste mesmo período ainda haverá gastronomia com o chef Sílvio Rodrigues. O acesso é gratuito.

6ª EDIÇÃO DO JARDIM SONANTE TEM PARTICIPAÇÃO DO CENTRO DE CRIAÇÃO GALPÃO DAS ARTES NO MUSEU DA ABOLIÇÃO NO RECIFE

No domingo, 06 de novembro, acontecerá a 6ª edição Projeto Jardim Sonante, no Museu da Abolição. As atrações deste domingo serão as bandas Cellestino, Howay, Well Britoe Béllica. No mês da Consciência Negra, o Jardim Sonante terá ainda na sua programação um Recital de Poesias com a professora Odailta Alves e uma Oficina de Confecção de Brinquedos, fruto de uma parceira com o Ponto de Memória Centro de Criação Galpão das Artes, natural de Limoeiro. O projeto é realizado pela CFS Produções, composta pelos músicos Cannibal, Selton de Paula e Fabrício Felipe e tem por objetivo abrir as portas do Museu da Abolição para a reunião de bandas autorais do Recife, fomentando a produção musical local, a participação da juventude pernambucana em projetos culturais e ampliando o público do museu. A iniciativa potencializa a cadeia produtiva da música local, contribuindo para a expansão dos projetos socioculturais do Museu. “O projeto Jardim Sonante (JS) é de extrema importância para cena cultural pernambucana por ajudar a difundir nossa música, principalmente artistas que estão iniciando no mercado fonográfico, que na maioria dos casos não tem oportunidades para apresentar sua arte de uma forma organizada e objetiva” diz Cannibal em nome da CFS Produções. O Jardim Sonante quer mostrar a nova cara da cena autoral pernambucana, nos seus mais variados ritmos, culturas e ideologias .O evento acontece sempre no último domingo de  cada mês (exceto a 6º edição), a partir das 15h, nos jardins do Museu da Abolição. O ingresso cobrado é a doação de 1kg de alimento não perecível.

DEBORAH COLKER NO CENTRO DE CRIAÇÃO GALPÃO DAS ARTES

A Cia de Dança Deborah Colker desenvolverá uma metodologia de ensino da dança baseada nos princípios da dança contemporânea, estas podem ser lecionadas para amadores e/ou profissionais da arte. A realização de uma Residência Artística composta por uma carga horária de 360 horas. Esta carga horária será distribuída em oficinas de dança com duração de 4h cada, em 4 cidades do estado de Pernambuco; Brejo da Madre de Deus, Belo Jardim, Limoeiro e Recife atingindo um total de 1800 participantes. A Residência é uma atividade complementar da pesquisa de criação do novo espetáculo da Cia de dança Deborah Colker, “O Cão Sem Plumas”.As inscrições serão no Centro de Criação Galpão das Artes, localizado à rua Vigário Joaquim Pinto, nº 465, no centro de Limoeiro, entre os dias 8 a 9 de novembro, somente pela manhã de 9 às 11 horas. São 80 ( oitenta ) vagas e a inscrição será a doação de leite em pó no ato de inscrição. As oficinas ocorrerão dias 14 e 15 de novembro, com turmas de 20 pessoas por turnos, compreendidos entre os horários de 09h30 as 11h30 e de14h às 16h.O objetivo da Residência Artística é levar a arte do movimento para comunidades ribeirinhas, e ao mesmo tempo alimentar o processo criativo do trabalho através do contato com os locais, proporcionando um intercâmbio de percepções com os bailarinos/professores. O desejo da Cia de dança Deborah Colker é promover, fomentar e transformar cada vez mais pessoas rumo à arte. Desenvolvendo a inclusão social e o acesso da dança para todos, promovendo uma oportunidade criativa para cada participante se expressar e se sentir bem.